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33.33% SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) / Chapter 3: [Capítulo 01]. A essência do Caos (I)

[Capítulo 01]. A essência do Caos (I) - SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) - Chapter 3 by umahabitante_b full book limited free

Chapter 3: [Capítulo 01]. A essência do Caos (I)

[Parte 01]. Dourado,

prateado e ensanguentado

[Capítulo 01]. A essência do caos(I)

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Naquele dia foi a primeira vez em que os gêmeos saíram de casa.

A noite anterior foi turbulenta. A tempestade percorreu a madrugada, alcançando a manhã e assombrou as pessoas por todos os lados trazendo enchentes e tragédia. Em algumas regiões, acreditavam ser um mau presságio toda essa devastação. De certo modo, essa fé era correta.

No topo da montanha próximo a segunda maior cidade do reino, uma família que instalou há alguns anos vivia isolada do mundo. O único problema que enfrentavam nas noites de chuva eram os raios estralando como os chicotes que assombravam os escravos.

Originalmente eles eram habitantes da capital, mas de acordo com as novas regras no mundo, estavam dispensados até a estarem vivos. Então por essa dispensa de viver se esconderam na floresta, como animais fugindo de seu predador. A família, de sobrenome Sacret, era composta por sete membros. Pai, mãe e quatro filhos. Apenas o mais velho, nasceu na cidade, o restante não conhece nem os arredores das montanhas. Eles conheciam a verdade sobre o mundo ao qual viviam: eles seriam mortos ou se tornariam escravos piores que cachorros.

"Diante do caos a verdade se revelará. O destino de todos será carregado por aquele que, dotado de cabelos prateados, enfrentará os três reinos. Massacre, terror, vingança. Tudo será arrasado e ele assumirá o topo. Sua existência abalará todos os pilares da criação. Ele será a carne de uma nova era. O verdadeiro Supremo."

Segundo a lenda repassada por gerações, o arauto do deus supremo veio à Terra para e através da Vossa Santidade, o papa, transmitiu as palavras de seu Senhor. Foi a primeira e única vez em que o Senhor Supremo havia revelado suas predestinações. Foi a última vez que o arauto o viu. Seu Senhor desapareceu logo em seguida.

Tanto na terra, quanto nos céus houve um grande alvoroço e o medo sobressaiu sobre as criaturas. Assim, uma caça que permaneceu por milênios aconteceu. Todos que nasciam com essa característica eram tratados como animais, independentemente de sua posição social. Reis, plebeus, deuses e demônios, não importava. Desde que a bela visão platinada existisse, ou se tornava escravo ou era levado a morte. E, era ainda mais complicados para mulheres que eram cultivadas para ser escravas sexuais.

Havia aqueles que conseguiam fugir e se esconder, outros que no submundo conseguiam disfarces para proteger sua família. A magia foi um aliado forte para essas pessoas. Eles se agarravam a essa pequena chance de sobreviver, assim, ironicamente, cada geração que passava a aptidão deles crescia com a dor e isso começou a trazer grandes guerras. Find authorized novels in Webnovel, faster updates, better experience, Please click <a href="https://www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-01%5D.-a-ess%C3%AAncia-do-caos-(i)_55509349270866777">www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-01%5D.-a-ess%C3%AAncia-do-caos-(i)_55509349270866777</a> for visiting.

O ódio reprimido por gerações estourava frequentemente. A cada cem ou duzentos anos conflitos enormes surgiam. Contudo, nunca tiveram sucesso. Eles eram minoria da população. E pior, havia quem rivalizava com eles: os nobres dourados e puros de coração.

Os nobres dourados eram dotados de poder mágico e não ficavam atrás dos oprimidos. Mas sua principal característica era o que mais se destacava: olhos e cabelos dourados. Quanto mais pura a sua linhagem, mais poderosos eles eram. Por isso, costumava ver parentes próximos a se unirem.

No entanto, esses nobres eram odiados. Uma minoria que oprime o resto do mundo através da força. Os plebeus não tinham como se opor. Se não fosse por eles, talvez o ódio não disseminasse tão exorbitante e cravasse o coração das pessoas.

Naquele dia, Lucca levantou antes de seus pais e por isso iniciou mais uma era sangrenta.

Quando os pais acordaram o garoto já havia retornado da caça com um par de coelhos selvagens, uma besta mágica de baixo nível e uma carne de qualidade. Lucca deu sorte dessa vez. Essas bestas não costumam adentrar tanto a floresta, devido a sua força e por causa de seus predadores. Um dos animais foi aprisionado e o outro foi desossado, temperado e assado. Hoje teriam uma bela refeição! Ele estava realmente feliz.

Ele cortava a lenha do lado de fora, com dificuldade, além de cortá-la para assar o outro coelho mais tarde devia se se preparar para o inverno, que ficava mais rigoroso a cada ano. Mesmo tendo apenas dez anos de vida, o garoto possuía uma ótima capacidade e frequentemente, conseguia resolver problemas melhor que os mais velhos. Ele era quem mais ajudava os seus pais, depois de seu irmão mais velho, que frequentemente estava fora. Ele era o único da família que saiu com a linhagem diferente, então ele tinha liberdade para se mover para trabalhar. Em alguns dias ele seria capaz de retornar.

Lucca decidiu entrar e com ele, a lenha cortada. Ele a jogou no galpão e guardou o machado. Sua irmãzinha veio correndo e se agarrou a sua perna. Lucca a pegou no colo.

"Pequena Lucy, o que foi? Bom dia, mãe! Bom dia, pai!" Lucca disse com um sorriso no rosto e deu um beijo na bochecha da menina. Sua irmã se encolheu ainda mais em seus braços. "O que aconteceu com ela?"

"Desde ontem à noite, ela está assim. Tentamos conversar, mas ela não quer falar." O Pai respondeu, um ar de preocupação e angústia permanecia ao seu redor.

"Lucca, vá chamar seu irmão. Apesar de tudo, ele ainda precisa se alimentar."

Com sua irmã ainda no colo e trêmula, Lucca se dirigiu ao quarto em que dormia. Não demorou muito para chegar, a casa não tinha mais que quatro cômodos. Dois quartos, uma cozinha e um lugar onde eles jantavam e um celeiro, onde guardavam a lenha e o feno com três cavalos. Os quartos ocupavam a maior parte da casa, vindo atrás apenas do celeiro. E bastou ele dar alguns passos para chegar até lá.

"Levi!"

Lucca abriu a porta, que permanecia num estado lamentável. Os animais haviam corroído a madeira e as vezes, quando a porta era aberta, às vezes pedaços caíam. Lucca tossiu com o pó que voou da porta.

"Levi, levante-se! Papai está chamando!"

A cama estava vazia. O lençol que o irmão usava para dormir, estava caído no chão e a pelúcia que o garoto sempre carregava, não estava mais lá. Lucca congelou. A garotinha em seus braços se encolheu ainda mais em seu colo.

Um estrondo veio da floresta. O garoto reconheceu como uma explosão mágica. Seria possível que a guerra tenha se alastrado até o interior? Segundo seu pai, esse lugar era tão remoto, que quase nenhum forasteiro passava pela floresta e quando algumas exceções ocorriam, era porque essa pessoa havia se perdido.

Ao mesmo instante, seu irmão lhe veio à mente e ele largou Lucy em cima da cama. "Fique aqui e não saia!" Lucca arrastou a cama para o lado e abriu um alçapão com porta de ferro. Com alguma dificuldade, ele pôs sua irmã dentro do espaço no chão. "Não saia a menos que papai, mamãe, eu ou o seu irmão venha lhe buscar. Fique em silêncio também. Prometa-me Lucy!" Sua voz saiu embargada.

"Promete que vai buscar Lucy e eu prometo ficar quietinha!"

Lucca lhe ofereceu um sorriso e deu um beijo na testa da garota e assim que ele fechou a porta do alçapão, outra explosão surgiu e essa, foi ainda mais perto. Ele correu para fora do quarto, atravessando toda a casa e saiu pela porta da frente. Seus pais já estavam do lado de fora, com olhares de terror. Ele tropeçou assim que viu o fogo intenso queimando a floresta.

"Mamãe! Papai! Levi não está no quarto." Seu olhar tinha pavor.

"Lucca, pegue sua irmã e corra o mais longe que conseguir. Sua mãe e eu vamos conseguir um tempo par fugirem. Vamos achar seu irmão, eu prometo." Lucca engoliu a seco. Apesar de confiar por completo, ele nunca havia cumprido uma única promessa que fez. Vendo os odos de seu pai, uma tragédia abateria sobre eles e se fossem morrer, que morressem juntos ao menos. Como ele poderia viver nesse mundo sem sua família?

Outra explosão chegou até eles. As árvores explodiram seus troncos e galhos voaram por toda clareira. A casa de madeira foi quebrada assim que galhos e a força exercida pelo poder mágico das explosões chegou até eles. Lucca mal se manteve enquanto seus pais o protegiam.

"Pegue sua irmã, Lucca..." Era a voz de sua mãe, ela sorriu quando um filete de sangue escorreu pelo canto de sua boca. Seu corpo estremeceu. O quão forte essa pessoa poderia ser para apenas sua pressão machucar alguém?

Uma risada surgiu no meio das chamas e aumentava sucessivamente. Três homens surgiram em meio à luz intensa e azulada. O toque amedrontador das chamas, incinerava o que tocava. A cor azulada poderia enganar, mas sua ferocidade e temperatura eram ainda maiores que o esperado.

Nas mãos de um deles, uma criança de cabelos prateados estava desacordada e com uma lesão profunda no ombro. Um líquido brilhante e escarlate corria do topo de sua cabeça, algumas mechas prateadas e sedosas estavam manchadas em vermelho e essa criança parecia miserável.

"L-Levi?... Liam?"

Vendo a surpresa do filho, o casal se virou imediatamente, quando as três silhuetas humanas saíram completamente do fogo. Uma delas, era seu irmão mais velho, Liam. O rapaz de quinze anos os olhou friamente, como se sua família fosse composta de insetos nojentos.

"Então é aqui que você tem vivido por todos esses anos Melvin!" O homem que segurava seu irmão, pronunciou. Ele mantinha um olhar triunfante. Sua idade provavelmente, não diferenciava muito em comparação ao seu pai. "Demorou dezesseis anos para te encontrar, seu traidor miserável"

"Faz tempo Jonas, mas ainda está mais miserável que eu." Melvin respondeu, com o mesmo tom. "Parece que as feridas que lhe deixei, ainda estão aí!" O outro homem estalou a língua. Com um tom ameaçador, Melvin ordenou ao outro: "Solte o garoto Jonas, ele não tem culpa alguma."

"Não vai implorar pelo seu outro filho?"

Ele olhou para Liam decepcionado. É certo que Melvin não confiava em seu próprio filho, e às vezes até o seguia para descobrir se algo estava errado, mas nunca obteve certeza. Liam sempre escorregava assim que seu pai se aproximava. Apesar disso, sempre dava chances a seu primogênito. Ele não queria acreditar que seu próprio filho poderia traí-los, no entanto, suas suspeitas junto à as intuição estavam corretas. Seu próprio filho os havia vendido. Seu coração apertou com a visão dele ao lado daqueles dois homens. Ele abaixou a cabeça entristecido.

Melvin imploraria pelo quê? Humilhar-se para um traidor? Mas, só ele sabia como doía essa visão.

Outra risada eclodiu. "A prole sai aos seus pais. Quem diria que o pontífice mais poderoso pudesse ter um filho assim." O homem gargalhou enquanto dizia. "Segure o fedelho para mim, padre." Ele entregou Levi ao outro companheiro.

"Sim, Bispo Jonas." O rapaz se curvou e pegou o garoto obedientemente.

"Solte meu filho, Algard!" Sua mãe foi quem falou dessa vez. A mulher de aparência doce e gentil, havia mudado drasticamente num segundo seu humor e ela estava envolta uma aura assassinada poderosa. Nas suas mãos uma adaga dourada surgiu inesperadamente, em contraste com um brilho avermelhado em seus olhos. "Não me faça repetir, verme."

"Princesa Farris, cada vez mais bela..." Um sorriso malicioso surgiu dos lábios do homem. Ele estendeu sua mão direita. "Alteza, Vossa Majestade, ainda poderá perdoá-la se vier conosco e talvez possa aprisionar suas crianças ao invés de matá-las. E recuperar sua honra será muito fácil, ao meu lado ninguém ousará ir contra Sua Alteza."

Farris gargalhou indignada. Passaram-se dezesseis anos e esse verme não havia entendido que o único sentimento para ele seria nojo. Não bastava ela ter quase conseguido mata-lo após tê-la violado? Às vezes, ainda não conseguia olhar para seu primogênito. Farris se odiava por não conseguir dar amor o suficiente para seu filho e se amaldiçoava todos os dias por isso. Ela desviou o olhar e segurou com força a mão de seu marido.

"Lucca, pegue sua irmã." A ordem veio da mãe e seu tom não era amável. Sentindo a aura opressiva, caos não obedecesse ao comando, não seria o inimigo que iria matá-lo, mas sim sua própria mãe. No entanto, pra sua falta de sorte, ele não conseguia mover suas pernas. Estava tão trêmulo e horrorizado, pareceu ter criado raízes no chão.

Escutava o coração bater aceleradamente.

"E-Eu não consigo..." As lágrimas tomaram o rosto da criança e ele não parava de chorar desde ao ver seu irmão gêmeo em um estado deplorável. O pequeno coração fervia de ódio e medo, amargura e rancor. Se pudesse, ele mesmo desmembraria o corpo daquele homem. Mas, ele sabia de sua situação. Era fraco. Há menos de um ano havia despertado seu poder mágico e, apesar de seu progresso notório e talento invejáveis, ainda era fraco. Somente uma pequena gora de água dentro de um mar furioso. O que poderia fazer? Nem ao menos conseguia se mexer, como iria ajudar seu irmão? Mais lágrimas entorpeceram o garoto.

Impotente. Inútil. Queria crescer vinte anos ali mesmo.

No segundo seguinte, porém, um poder inesperado o jogou pelo ar para dentro de casa. Fora seu pai. "Fuja Lucca. Fiz uma promessa a você e irei cumpri-la, levarei teu irmão até você!"

Eram nove da manhã. O sol da primavera estava inexpressivo e solitário no céu estupidamente azul. De repente, nuvens de tempestade surgiram no céu. Eram negras como a noite. Tudo enegreceu, somente os raios chicoteavam no céu e traziam brilho à escuridão. A colina foi cercada por uma espessa camada negra. Se não fosse por discretos fios dourados formando um padrão tudo estaria monocromático.

Lado a lado, um casal revelou sua verdadeira aparência e seu verdadeiro poder. Ambos estavam no pináculo do décimo círculo. Aquela criança que os traiu não esperava que seus pais fossem tão poderosos. Por um instante, sua expressão enegreceu e um pífio fio de medo surgiu em seu coração. Do outro lado, um homem somente mostrava seu décimo primeiro círculo mágico. Ele poderia ser mais poderia, mas nunca poderia deixar de ter uma impressão ruim quando seus oponentes eram aqueles na visão enfurecida dele.

Afinal, foi essa dupla, que no passado destruiu a capital imperial e massacrou milhares de pessoas apenas para fugir.

Por todo o continente norte, a aura de três especialistas no pináculo de força se expandiu provocando arrepios em cada canto do território. E há quem diga que sentiu ondulações mágicas em algumas ilhas longínquas. Quando a batalha deu início, montanhas já haviam sido destruídas ao redor.

Dentro de uma cabana de madeira, um garoto permanecia no chão com um olhar incrédulo e uma garotinha se encolhia cada vez mais dentro de um alçapão. Mal sabiam eles, que aquela manhã seria a última vez em que veriam seus pais... 


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