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44.44% SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) / Chapter 4: [Capítulo 02]. A essência do Caos (II)

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Chapter 4: [Capítulo 02]. A essência do Caos (II)

Parte 01]. Dourado,

prateado e ensanguentado

[Capítulo 01]. A essência do caos(I)

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Tudo ficou confuso, mas o grito desesperado do irmão o fez acordar. Lucca? Ainda com a visão comprometida, piscou inúmeras vezes tentando reestabelecer seu equilíbrio. A tontura perpetuou por algum tempo e assim, que retornou ao seus sentidos os sons ficaram mais nítidos. O garoto tossiu sangue e a dor agregou-se com os impulsos da tosse.

Chamas enormes e azuladas tomavam conta do terreno. Casa e árvores queimaram até sobrar cinzas que flutuavam como flocos de neve.

— Levi!

A colisão entre forças mágicas o pressionou casa vez mais contra o tronco da árvore. O azul das chamas, enlaçava-se com o negro das nuvens de tempestade e os fios escarlates emanando uma sensação sombria. Ele se arrepiou ao ver que no centro de toda a desordem, seus pais o mantinham afastado das explosões e golpes inimigos que pudessem acertá-lo.

A batalha estava fervorosa. Centenas de golpes eram trocados a cada minuto e sangue banhava toda a terra que há pouco tempo servia como quintal. Do outro lado, seu irmão mais velho e um homem desconhecido levantavam armas para sua mãe e mais longe, seu pai tinha dificuldade em lidar com um homem. Ele parecia cansado, mas sua expressão determinada demonstrava a impossibilidade de se render ao inimigo.

— Levi... – a voz embargada do garoto ao seu lado acalentou um pouco o seu estado sofrido. Ele estava sujo de sangue, tentando estancar a ferida em seu ombro. Find authorized novels in Webnovel, faster updates, better experience, Please click <a href="https://www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-02%5D.-a-ess%C3%AAncia-do-caos-(ii)_55509362155769302">www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-02%5D.-a-ess%C3%AAncia-do-caos-(ii)_55509362155769302</a> for visiting.

— Lucca? – Um sorriso fraco fez o irmão suspirar um pouco menos agoniado. Ele ergueu a mão até o rosto da figura em sua frente.

Uma pontada de dor surgiu em sua cabeça. Suas últimas memórias foram quando estava a seguir seu irmão pela floresta. Contudo, em algum momento, ele acabou se perdendo e logo, se encontrou com o irmão mais velho. Para sua falta de sorte, Liam não estava o protegendo das pessoas que vinham lhe agredir e açoitá-lo com perguntas. Seu irmão também era o agressor. O ferro quente e as dores permaneceram o que parecia ser horas e horas, mas não havia se passado sequer dias horas completas.

Ele não suportava mais o terror e a agonia. Seu corpo era fraco e sua mente, às vezes frágil, enfim desmaiou e quando abriu os olhos novamente a escuridão era fiel. O que poderia ser mais obscuro do que ver sua família machucada? Do que ver alguém lhe trair? As lágrimas que até então persistiam guardadas, desabaram como chuva.

O único fio de esperança, pareceu ter se rompido na sua frente. Liam havia enterrado uma espada no coração de sua mãe. O golpe ressoou nele e a dor que vivida de sua cabeça, espalhou-se pelo corpo e com a dor, rancor, ódio, mágoa e tristeza perpetuou por cada centímetro de seu pequeno e frágil corpo. Era mais do que podia aguentar.

— Vamos embora irmão. – Lucca falou baixinho e começou a arrastá-lo para longe da balbúrdia. Ele não conseguia se manter calmo e por isso, uma tremedeira tomou conta de si. Calafrios iam e vinham bruscamente e as pupilas dilatadas, expunham a surpresa e tudo de ruim que sentia naquele momento.

Levi tentou falar, mas a voz parecia ter se perdido no meio da garganta. Queria saber da irmãzinha, ela estava bem? Não conseguiu encontrá-la no meio da bagunça. Olhou mais uma vez para trás. Ao ver a bela mulher que há um segundo fora sua mãe, ele perdeu a sanidade.

Farris estava morta. Sangue escorria por sua boca e uma abertura profunda de espada na barriga mostrava seus órgãos internos, que levemente eram esponjados para fora do corpo. Ela ainda sorria, enquanto seu último olhar foi na direção de seus preciosos gêmeos. 

Um grito rasgado finalmente surgiu, a agonia era mortal. O que eles fizeram para receber tanto ódio? Qual era a culpa deles? Por que ele tinha que ver sua família ser separada e massacrada por pessoas que nem conheciam? Durante toda a sua vida, eles viveram em paz e não perturbavam ninguém. Nunca fizeram mal a nenhuma criatura sem que houvesse necessidade.

Por quê...

Lucca usou seu último recurso. A pouca experiência não lhe ajudou, assim que usou seu poder ele também se esvaiu rapidamente. A velocidade obtida da mana queimada instantâneamente, somente permitiu a saída deles para um local ainda mais perigoso. A sua frente, uma ravina profunda estendia-se por quilômetros e no fundo um pequeno riacho passava por entre as rochas.

O garoto perdeu a força e ambos caíram machucados no chão. Nenhum deles conseguia movimentar um único músculo.

O céu ainda estava azul ali. Os pássaros típicos da colina de plumagem colorida e vibrantes pareciam nem notar a luta que acontecia ao seu lado. As nuvens esbranquiçadas também não pareciam se incomodar com as que ferviam abaixo delas. Um vento fresco passou por eles.

Um choro silencioso maltratou ambos os irmãos.

— L-Lucy? Onde... ela... está? – Levi completou sua dúvida após longas pausas, até respirar tornou-se difícil.

Lucca que não muito pior, proferiu as palavras mais rapidamente.

— No alçapão.

Ele suspirou. Pelo menos, agora sabia que sua irmãzinha estava segura. Mesmo que tudo desabasse sobre eles, aquele era o único lugar ao qual não iria se desfazer.

— M-Me p-perd-doe...

O sussuro gaguejou até Lucca. Ele fechou os olhos tentando entender os acontecimentos. As respostas pareciam estar longe dele. E sem conseguir uma reação apropriada, ele gargalhou em meio as lágrimas que corriam quentes por sua pele fria.

Já havia aceitado a morte. Se os encontrassem, ela lhes aguardaria graciosa e saltitante. A gargalhada foi desaparecendo até tornar-se um sorriso obscuro.

Lucca estava mergulhado em seus pensamentos e não conseguia escutar o irmão implorar pelo perdão. Se não tivesse tentado ir atrás dele, nada teria acontecido. Todos estariam agora comendo e conversando ao redor da mesa na cozinha, enquanto a irmãzinha aquecia seis corações com sorrisos e abraços que somente ela conseguia dar.

Se ele não tivesse ido atrás do irmão, a mãe não estaria morta e seu pai... desejava pensar que o seu forte e corajoso pai resistiria até o fim e iria resgatá-los. A ilusão o acalmava como as belas canções cantadas pela doce voz de sua mãe.

De repente, passos pesados se aproximaram acompanhados por uma respiração pesada.

— Ah... tosse, tosse... Meus filhos...

Algo pareceu capotar e causar um barulho intenso antes de aproximar das duas crianças estiradas no chão. A grama verde ficou pintada com sangue e carvão. O odor de carne queimada cercou o olfato aguçado de ambos. Um corpo se arrastou até ele.

— Levi, Lucca... eu disse que traria seu irmão até você filho. – a figura de Melvin se ergueu na visão dos filhos com um sorriso ensanguentado e muito amável. – É sua vez agora meu filho, cuide de seu irmão.

Melvin tossiu e sangue escorreu do ferimento em sua costela. Ele levou sua mão até o bolso da calça, onde guardava uma pedra mágica de recordações. Um cristal multicolorido que pode armazenar momentos como se fossem pinturas e também cenas que o usuário deseja. Com o sangue saindo como águas de um rio do seu corpo, levou sua mão até o gêmeo mais novo.

— Levi... – encarou os olhos avermelhados do garoto, que o encarou com lágrimas. – Cuide de seu irmão também, tosse, tosse. Lucy... está... bem. Eu amo vocês...

Trazendo um sorriso calmo, Melvin levou último resquício de vida a seus filhos. Uma luz dourada irradiou entre eles e gradativamente lento se dirigiu às duas crianças. A última vez que usou esse poder foi há dezesseis anos, quando quase perdeu sua mulher. Não esperava usá-lo novamente, o poder sagrado do papa. O feitiço da cura eterna. Quem o recebe maximiza sua força mágica, além de curar todas as doenças do corpo e se a pessoa estiver morta, ela poderá retornar a vida. No entanto, por ser tão poderoso e usar muito da magia do portador, só pode ser usada uma vez a cada sete ou oito anos.

Este seria o presente que ele daria a seus dois filhos dali a alguns dias, quando completassem seus onze anos de vida. O que era um presente, tornou-se um ato de desespero.

— Vivam meus filhos...

Seus olhos se fecharam assim que alguém saiu do meio das folhas.

— Velho inútil! – a pessoa praguejou se aproximando pisando como se socasse seu inimigo. Era Liam. Os gêmeos se encolheram, aquele rapaz não era seu irmão mais. Havia assassinado sua mãe e os vendido e ainda ajudado na morte de seu pai.

Liam chutou o corpo de seu pai morto para o lado e o líquido escarlate espirrou pelo ar. Algumas gotas caíram em sua roupa, manchando também os sapatos recém comprados. Liam olhou-se enojado. Ele se aproximou de Melvin e ergueu a lâmina acima da sua cabeça e começou a desferir golpes um atrás do outro. O sorriso surgido ao dar o primeiro ataque aumentou a cada investida, parando apenas quando se sentou sobre o cadáver e gargalhava feito louco.

Parecia ter perdido a sanidade. Desviou o olhar aos gêmeos.

Lucca e Levi estavam abraçados e paralisados pelo medo, sendo que Levi estava ainda mais assustado. Ele podia ouvir as batidas do seu coração cada vez mais altas e mais lentas. O tempo estava desacelerando...

— Agora é a vez de vocês. – Liam declarou exalando um ar de loucura e macabro com um demônio.

Os ossos estralavam e chacoalhavam, oo oosso de sua perna era visto através da carne rasgada e um corte, percorria de seu ombro até a virilha na transversal. Muito sangue escorria pelo corpo. Liam manteve um sorriso sombrio no rosto e ao se aproximar, agarrou o ombro de Lucca afundando suas unhas na carne do garoto.

— Você ainda é útil!

Um grito miserável podia ser ouvido e ecoava pela floresta profunda.

— Solte meu irmão! – Levi deu um grito de ordem à Liam, que gargalhou com a atitude de seu pobre irmão. Ele se agarrou à perna de Lucca tentando puxá-lo para seu lado. Suas ações foram falhas, não havia como ele perder em força.

Assim, Levi demonstrou uma expressão ainda mais sombria de que a do irmão mais velho e que, por um momento ficou atordoado. Lucca aproveitou essa oportunidade e cravou os dentes em seu braço com força.

— Porra, não me morda pirralho! – ele praguejou enquanto o garoto se agarrava ele pelos dentes.

Três círculos mágicos surgiram em torno de Lucca. Seus olhos emanavam uma sensação de perigo. Essas duas crianças... O quão úteis poderiam ser para ele? Liam sorriu com sua sorte.

De repente, ele pareceu sentir algo diferente. Ele piscou várias vezes, mas a visão ainda era a mesa. Ele segurou Lucca pelos cabelos e tentou tirar sua boca do braço. Lucca abriu os olhos, uma camada negra cobria a orbe, que agora escura poderia amedrontar qualquer um. Para Liam, era seu amuleto da sorte.

O aperto da mordida doeu mais e Lucca se soltou por vontade própria arrancando-lhe um pedaço da carne. A lamúria infeliz não assustou os gêmeos, mas Lucca estava confuso e perturbado. Estava faminto. Fome não por comida, mas por algo desconhecido e ele desabou sobre Levi segurando firme os braços do irmão.

O sangue subiu nos olhos do garoto. Seu coração bateu mais forte. Doloroso e infiel. Cada batimento parecia que seu coração quebraria suas costelas e sairia para fora junto com seus órgãos. A respiração pesada e mal aguentando ficar de pé, deu um passo para trás e se desequilibrou ao se encontrar com uma pedra.

O abismo estava ali.

Levi largou seu irmão e também assustado tentou agarrar Lucca pelos pés, mas já era tarde demais. Ele viu seu irmão desaparecer na névoa.

— IRMÃO!

Talvez por que Liam não se importava mais com sua família, mas ver seu irmão nesse estado só aumentou seu estado de excitação. Mas, se fosse ao contrário tal situação estralhaçaria seus sentimentos. Seria essa a tão sonhada felicidade? Seu sorriso cresceu muito e aproveitou o momento de distração do garoto e usou uma pílula mágica de cura, que restaurou seus membros e sua força.

Ele deixou o garoto miserável chorar o que pareceu por horas. Um choro alto e desagradável. Lucca não aguentava essa perda. Queria morrer, desejou morrer. Para morrer seria fácil né? Só bastava pular.

Pule. Pule. Pule. Pule. Pule Lucca.

Mas por quê?

Qual o motivo?

Onde estava a coragem de morrer com sua família?

Ele gritou. Um grito profundo e ardente que  estremeceu a terra. Uma luz piscou rapidamente em sua frente. Sua fome aumentou e um sentimento estranho surgiu. E se ele comesse seu irmão? Após pensar pouco, se entregou a esse sentimento. E logo, logo ele perdeu sua consciência com uma solidão avassaladora percorrendo seu corpo...


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