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66.66% SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) / Chapter 6: [Capítulo 04]. A convicção do impossível (II)

[Capítulo 04]. A convicção do impossível (II) - SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) - Chapter 6 by umahabitante_b full book limited free

Chapter 6: [Capítulo 04]. A convicção do impossível (II)

Parte 01]. Dourado,

prateado e ensanguentado

[Capítulo 04]. A convicção do impossível(II)

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Levi, o caos.

Não havia mais nada. O vazio ocupava todo o espaço. De um lado a outro, em todas as direções apenas a escuridão o encobria. Ao mesmo tempo, sua cabeça parecia estar sendo fincada por algo e doía com o inferno.

O que mais o amedrontava, estava diante de si. Permanecer sozinho, em um lugar sozinho, mas...

Ele estava morto? Era isso o que o esperava o pós morte? Levi riu ironicamente.

Onde estavam seis pais? Eles estavam bem? E Lucy? E seu irmão Lucca? A angústia apertou seu pequeno coração, entristecendo-o a ponto de não querer mais abrir os olhos. Por que ainda depois de morto o sofrimento ainda o perseguia? Qual erro cometido para os deuses lhe aplicarem esse tipo de punição? O garoto assustado e tristeza imensa sentou e abraçou seus joelhos e chorou o que parecia minutos, horas e talvez até anos. Para ele, o tempo era um mero pano de fundo.

— Ei garoto! – Naquela escuridão não conseguiu ver nada, mas esse chamado deu-lhe uma direção. – Acorde!

A voz era tão suave quanto dominadora e passava uma sensação de conforto. Assim como fora a de seu pai um dia. A lembrança de seu pai provocou sua tristeza e chorou mais uma vez. Por algum tipo de instinto, decidiu seguir em frente e buscar a origem da voz.

E vagando na escuridão por horas, a luz entorpecente finalmente se pôs adiante...

— Oh! Finalmente garoto! – Um sorriso amável vinha de um homem moribundo ao redor de uma fogueira.

A noite se estendia para fora da caverna. A escuridão ainda era predominante, mas agora Levi a sentia mais confortável. Talvez, fosse porque tivesse passado tanto tempo nela, mas a luz emitida pelas chamas cegava a visão. Ele levou suas mãos aos olhos e esfregou.

— Eu fui sequestrado? – Levi perguntou com uma calma estrema.

O homem moribundo sorriu e curioso perguntou:

— Por que está tão calmo, não deseja voltar para sua família?

— Ela está melhor sem mim. Fui o motivo de todos terem morrido. – por um momento lembrou-se de seu gêmeo. – meu irmão que escapou comigo, deve estar morto agora. – ele baixou a cabeça e engoliu o choro.

O homem moribundo aproximou-se das chamas, entrelaçando-as na mão, como se fosse um pedaço de tecido. A carne da mão queimou até os ossos. Levi ficou assustado, mas ele não pensava que esse homem nem sequer soltasse um grunhido de dor, pelo contrário, um sorriso mostrava o quão feliz estava.

— Você sente culpa... Faz muito tempo que não havia alguém assim por perto. Eu perdi todos eles também, minha família. – Seu sorriso aumentou em um grau de tristeza. – Agora sou imune a dor... Você quer viver?

Levi encarou as chamas alaranjadas por algum tempo. Fazia sentido viver agora? Ele não tinha mais ninguém. Ele não queria.

— Viver é cansativo, dói demais. Eu não quero mais sentir essa dor aqui. – ele agarrou o tecido por cima do peito. – Você vai me matar? – A pergunta era ansiosa, mas muito inocente.

O olhar do homem moribundo brilhou. Olhá-lo nos olhos, pareceu que Levi olhava para o universo, que estava flutuando no céu e as estrelas cintilavam uma a uma para que aquele brilho nunca se perdesse. Eram milhares de estrelas flutuando, fazendo você perder a compostura. Levi não conseguiu continuar a encará-lo, a felicidade dele o incomodou levemente.

— Porque eu mataria um semelhante?

Ele levantou as mãos, espreguiçando-se. A mão que foi derretida pelo fogo, não estava mais machucada. Pareceu nunca ter sido queimada até ossos. Levi ficou confuso, mas não perguntou. Seu pai uma vez disse que, nesse mundo, existiam pessoas muito proficientes em magia, podendo até reviver os mortos. Esse homem era um deles.

Mas, chamou-lhe atenção um objeto em seu pulso. Grilhões de ferro negro agarravam seu braço e conectavam-se à parede rochosa da caverna através de uma energia dourada e calma em forma de correntes. O brilho dessa corrente, oscilava quando ele falava.

Lá fora, a tempestade tornava-se mais e mais furiosa. Raios desciam um após o outro ocasionando grandes explosões quando partiam as árvores ou tocavam o solo em altitude. Aqueles que caíam próximos à caverna, faziam o chão sacudir. Levi agarrou os joelhos e se encolheu em uma bola no canto, tentando proteger a si mesmo. As explosões o lembrava do quanto havia sofrido nas mãos daquele homem. Sua respiração acelerou com a aproximação dos raios.

— Não gosta de tempestades? – Ele inclinou a cabeça ao perguntar. Sua voz suave e tenra deixou Levi mais confortável.

O homem moribundo notou o desespero do garoto. Tempestades também não eram presságios bons. E esta, talvez fosse a pior que ele viu.

Ele forçou os grilhões para quebrar a corrente. A força exercida fez as correntes quebrarem com facilidade. Os elos desfizeram-se e desapareceram na escuridão. De pé, o homem moribundo bateu suas roupas e sacudiu o manto impregnado de poeira por anos. A areia chegou ao nariz e o fez espirrar e tossir como cachorro.

De repente, esse homem olhou para fora, com um olhar distante.

— Também não gosto delas. Os raios são muito brilhantes e eu aprecio a escuridão... é confortável. – Ele abriu a palma e uma névoa negra, porém com algum brilho, concentrava em um ponto logo acima da mão, em formato de corvo. – Seu nome é Levi, certo?

Ele assentiu.

— Não vai perguntar como sei seu nome?

Levi balançou a cabeça negativamente. O homem moribundo sorriu. Essa criança, o quão inocente e fofa ela pode ser?

— Levante a cabeça e olhe para mim. – Ordenou suave.

Desde que olhou para o homem moribundo, Levi não conseguia enxergar bem suas feições, no entanto, agora ele podia ver os seus traços. Eles eram iguais.

— Você é bonito, senhor. – Levi o elogiou deslumbrado. – Bonito como a neve.

O homem parou por um segundo e encarou a criança de olhos quase mortos. Apenas um brilho passageiro o presenteou por um instante.

Era o mesmo que antes. Outros o elogiavam e ele detestava tudo nele. O cabelo prateado inconfundível chamava atenção por onde passava. As íris escarlates brilhantes nas bordas, sempre mostrando um olhar gélido e indiferente para todos. Mesmo sua aparência refinada e superior a todos não o deixavam mais feliz. O talento para magia também despertava inveja a todos os espectadores.

Não importava nada disso, se não pudesse sorrir.

Ele se viu em Levi. Ele viu o passado dessa criança. O quão feliz ele era e o quão miserável se tornou. Foi um mero instante e uma decisão que não devia ser tomada. O homem moribundo revivia o sentimento de culpa enquanto olhava para Levi.

— Obrigado. – Ele aceitou o elogio.

Por um longo tempo, houve um silêncio. As chamas embranquecidas estralavam mais alto que o som da tempestade. E o calor também aumentava.

As labaredas queimavam quando radicalmente mudaram para uma cor negra. Levi o invejou. Se esse homem poderia mudar a cor do fogo, certamente seria poderoso. Acaso se fosse assim ele poderia ter salvo sua família. Com um sorriso amargo, ele lamentou em sua mente. Seu coração apertou angustiado. Ele tossiu frenético. Sangue espirrou com a tosse.

— Se continuar com suas feridas, em dez dias você morrerá. Tem certeza de que deseja a morte?

— Sim. – Levi respondeu. – Não sou ninguém e não tenho nada. Por que viver então?

— Não deseja vingança? – ele se aproximou de Levi e passou por ele adentrando na escuridão.

— Eu não sei. Nesse momento, eu...

Ele foi interrompido por um calafrio que surgiu em suas costas e manteve a postura com o corpo reto. Ele tremia e espasmos iam e vinham enquanto os passos daquele homem se aproximavam. A respiração disparou, ficando instável junto a aceleração do batimento cardíaco.

― Perdoe― me. Alba tem estado guardada por muitos anos. – ele se sentou ao lado do garoto e colocou Alba a sua frente. A lança imitava a cor dos cabelos do homem e o alto relevo era feito em ramos de uma roseira que florescia na ponta afiada em um pequeno buquê.

Levi relaxou o corpo, mantendo seus braços em torno dos joelhos e escorou a cabeça ali, olhando para o homem moribundo. Ele estava mais aliviado, em breve morreria.

― Antes, posso lhe contar uma história? – O homem moribundo tirou do nada uma garrafa de vinho e dois copos. Levi manteve-se em silêncio, assim ele continuou ao dar um copo para o garoto. ‒ Uma vez, existiu um homem que perdeu tudo, ou ele achava isso. Ficou órfão desde cedo e acabou vivendo sozinho nesse mundo. Mas, um dia ele encontrou uma saída para sua solidão. Ele aprendeu magia. Olhando as pessoas praticarem ficando escondido ali e aqui, ele aprendeu sozinho várias magias. Assim também, tendo características de um assassino. Suas técnicas ficavam melhores conforme o tempo para escapar de seus inimigos. Um dia, no entanto, ele decidiu que não iria mais fugir. – ele parou por um tempo para beber o vinho e servir o garoto. ‒ Ele começou a criar em vez de roubar magias que ele não entendia. Esse homem criou o que hoje se chamada pílula de troca. Sabe o que é Levi?

— Papai disse uma vez. Ela pode esconder certas características de uma pessoa. Isso ajudou pessoas como nós. Mas, é uma pílula rara e os ingredientes são difíceis de encontrar. ‒ Levi explicou assim como seu pai disse. ‒ Por isso, a maior parte de nós, não consegue ela.

— Isso é verdade. ‒ ele concordou. ‒ Essa pílula foi a salvação de muita gente. Ela consegue te esconder até dos deuses Levi. Esse homem, depois de criar um primeiro lote de pílulas, distribuiu a receita pelo mundo. Depois disso ninguém mais soube dele, desapareceu. Ninguém esperava que esse homem se escondesse no lugar mais óbvio. Esperando por sua vingança ele foi até aos seus inimigos como um deles. Machucando seu coração, ele sacrificou todos os seus sentimentos para subir no topo e ele conseguiu. Ele se tornou a figura mais poderosa e mais temida. E foi num dia em que ele estava decidido a sua vingança ele conheceu o amor. Tudo o que ele fez até aquele momento, foi destruído e por algum tempo, desistiu de sua vingança. Ele olhava para a mulher por quem havia se apaixonado e ficava confuso pois ela também fazia parte de seus inimigos.

— Numa certa manhã, enquanto caminhava, escutou gritos de sua paixão. Ela estava desesperada pedindo socorro. Um homem estava estuprando-a. Esse homem perdeu a cabeça e quase matou o agressor, mas salvou a mulher. Como essa mulher tinha uma posição muito elevada, aquele assunto ficou entre os três. Ele passou a cuidar dela, protegendo-a, mas o agressor sempre vinha a sua porta para "cobrar sua dívida". Numa dessas cobranças, a mulher desmaiou e esse homem, estuprou-a novamente. Dessa vez ele foi até o fim e ela engravidou. A mulher não contou isso para o seu salvador e quando ele percebeu esse fato, perdeu a compostura e lutou bravamente com aquele que se chamava de homem.

Levi não esboçava alguma emoção. A maior parte das palavras ele não entendia do porquê aconteciam, não conhecia sobre esses sentimentos ou o motivo que dava a esse homem por perseguir essa mulher.

— A luta durou vários dias e finalmente todos souberam da verdade. Tudo foi espalhado pelo agressor, repleto de mentiras e foi obrigado a revelar a verdade sobre ele. Isso chocou o mundo. A partir desse momento, o homem gentil, por outro lado, foi acusado como vilão do problema. Ele não se defendeu, defendeu apenas a mulher que ele amava. A batalha acabou quase um mês. O homem gentil era poderoso, não puderam fazer nada contra ele e assim ele pegou a mulher e fugiu. Naquele momento, ela também não queria mais permanecer e saiu com ele com lágrimas nos olhos. Por muitos meses, eles escaparam por mera sorte. Num dia, eles adentraram uma floresta e se perderam. As bestas de mana não os impediram de entrar ou sequer atacaram e, andando por muitos dias, chegaram ao topo da montanha. Lá havia uma clareira com um pequeno casebre.

O homem moribundo olhou para Levi ao mesmo tempo que ele associou essa história aos seus pais.

— No topo da montanha, eles viveram por dezesseis anos. Foram anos pacíficos e amorosos. No início, a mulher não amava o homem gentil, foi o tempo que a fez aprender a amá-lo. Eles tiveram filhos, além daquele já trago em seu ventre desde antes. Eles se amaram muito, eram muito felizes. Mas um dia, o agressor retornou e retornou com o seu filho e massacrou a família. Foi trágico, todos se perderam. – Ele fez uma pausa. – História triste não é mesmo?

— São os meus pais? – Levi perguntou com os olhos marejados. – Eles... não tiveram culpa, certo?

— Não, nenhum de vocês teve culpa. O mundo é especialmente cruel com aqueles de bom coração. – Ele virou o copo de vinho todo de uma vez e abrandou o fogo, voltando-o para a coloração comum. – Então, vou lhe perguntar mais uma vez Levi, você vai ficar alheio a isso? Deixá-los livres apenas fará ainda mais mal, não só a sua família. As pessoas comuns também sofrem, assim como sua família e sentem raiva. – O garoto estava confuso. – É comum sentir raiva Levi, em algum lugar dentro de seu coração ela persiste.

— Senhor, escutei minha mãe dizer que a vingança não é bom... – Ele coçou a cabeça tentando se lembrar das palavras. – Ah! – Exclamou levantando um dedo. – A vingança corrompe o coração e vai entrar num ciclo. Foi isso que ela disse. Find authorized novels in Webnovel, faster updates, better experience, Please click <a href="https://www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-04%5D.-a-convic%C3%A7%C3%A3o-do-imposs%C3%ADvel-(ii)_55509394099591843">www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-04%5D.-a-convic%C3%A7%C3%A3o-do-imposs%C3%ADvel-(ii)_55509394099591843</a> for visiting.

— Sua mãe foi sábia. Vingar-se só gera benefícios quando o autor da vingança é absoluto. – O homem moribundo entristeceu. Olhando a brasa vermelha, ele perguntou: – E se você tivesse o poder absoluto, você o faria, garoto?

Levi pensou por algum tempo e não obteve resposta. Ele não conhecia nada sobre a vida, então opinar sobre ela seria muito presunçoso.

— Senhor, eu não sei. Eu não conheço o mundo. Vingar não vai trazer meus pais de volta. Se isso fosse possível, eu o faria sem pensar.

O homem moribundo sorriu. Ele havia sorrido mais com esse garoto, do que quase toda sua vida. Era uma pena que suas pretensões a ele, poderiam tirar esse sorriso e, no lugar, implantar uma expressão severa e sombria, muito melancólica. No entanto, por ser assim, ele tinha bastante potencial. Esse fardo deveria ser passado a ele. Quando alguém que é gentil por natureza, se enfurece não é ele quem está errado, mas o mundo é que está. E ele, tinha que descobrir isso. Era ele ou os outros que erraram no passado?

— Já quero lhe pedir perdão Levi. Minhas intenções são péssimas.

— Senhor, eu já perdi tudo nessa vida. Não tenho mais nada que possa ser valioso. – Ele abraçou os seus joelhos ainda mais apertado.

— Sua vida é valiosa, garoto. – O homem deu um peteleco em sua testa e levantou, pegando a lança no chão e mais uma vez, sacudiu a poeira da roupa. – Venha comigo Levi, faremos uma viagem antes de sua morte. – Ele estendeu sua mão.

— Obrigado senhor. – Levi aceitou gentilmente a mão do homem e se levantou. – Senhor, qual o seu nome?

— Aaron... Pode me chamar de Aaron. – Ele decidiu omitir a última parte, o garoto não precisava saber que seu segundo nome era Sacret também.

Aaron pressentiu que o destino desse garoto se estendia mais além e ele, não poderia interferir. Levi, no futuro, alcançaria um patamar elevado e o que foi considerado impossível, poderia ser alcançado por ele. Uma pena que quando isso acontecesse, ele não mais estaria presente.


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