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77.77% SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) / Chapter 7: [Capítulo 05]. Um cachorro real e leal

[Capítulo 05]. Um cachorro real e leal - SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) - Chapter 7 by umahabitante_b full book limited free

Chapter 7: [Capítulo 05]. Um cachorro real e leal

[Parte 01]. Prateado

dourado e ensanguentado

[Capítulo 05]. Um cachorro real e leal

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O castelo imperial, provavelmente, é a maior construção do reino. Essa grandiosidade não se deve a sua posição, mas por sua utilidade. Para alguém novo na residência real, seria fácil se perder entre as quase cem construções e jardins presentes. Toda a nobreza imutável tinha sua residência principal no castelo. Portanto, o castelo tomava quarenta porcento de toda a capital do império. E a residência do rei, dez por cento desse território.

Um lugar luxuoso que a maioria das pessoas sequer teriam o gosto de olhar por dentro das grandes muralhas, separando a nobreza da plebe. Os únicos privilegiados seriam os escravos e os funcionários do império – guardas e serviçais.

As pessoas nas ruas conheciam os três homens que carregavam as doze crianças rumo à parte nobre da cidade. Todos eles faziam vista grossa. Era melhor ser o filho do outro do que seu próprio, mas sentiam pena dessas crianças. Todos na capital, sabiam da reputação do primeiro ministro.

Dessa vez, no entanto, ficaram chocados ao ver uma criança diferente. Ela possuía cabelos prateados. Plebeus encaravam a gaiola estupefatos ou desejando a morte daquela criança ou a morte do ministro. Se pudesse melhorar, a morte dos dois seria muito benéfica a todos. Outros olhavam com curiosidade, pois a maioria deles, nunca teve a oportunidade de ver alguém como ele.

Lucca então se destacava entre todos. Os olhares curiosos deixavam-no tímido e raivoso. Ele não tinha feito mal algum e elas olhavam-no assim? Ele guardou esse sentimento no coração. Seu pai dizia que eram os nobres os maus, mas e os plebeus como ele? Também não eram?

— Tirem esse demônio daqui! – alguém gritou no meio da multidão.

Lucca abaixou a cabeça e se encolheu mais ainda, tentando se esconder. Guardou as lágrimas para si.

O caminho até o castelo pareceu uma eternidade. As pessoas jogavam pedras, frutas podres e praguejavam insultos como se tivessem visto um assassino cruel. Lucca agarrou seus cabelos com força. Find authorized novels in Webnovel, faster updates, better experience, Please click <a href="https://www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-05%5D.-um-cachorro-real-e-leal_55509405910752603">www.webnovel.com/book/sacret-%E2%80%A2-a-lenda-do-caos-(pt-br)_20678746706881705/%5Bcap%C3%ADtulo-05%5D.-um-cachorro-real-e-leal_55509405910752603</a> for visiting.

Ele estava com fome.

Uma fome terrível.

Sua respiração ficou mais pesada e começou a sentir falta de ar. O suor frio apareceu e ele agarrou suas roupas sob o peito. Com os olhos arregalados e assustados, ele olhou a multidão furiosa.

Lucca estava decepcionado.

Uma dor irrompeu seu peito junto com uma pontada no coração.

— Morra demônio! – uma pedra voou em direção à gaiola e acertou a cabeça do garoto. No mesmo instante, sangue escorreu.

As crianças juntas a ele, se afastaram para um canto e ao mesmo tempo os três homens que puxavam a carroça olharam para trás.

— Ei! Ei! Não estraguem a mercadoria seus imundos! – Truck gritou histérico. – Estaremos ferrados se a mercadoria for danificada. 

Truck, que estava com um manto de pele de tigre negro, jogou a pele para trás e olhou para Lucca. Ele estava se retorcendo de dor. O pequeno suava como se chovesse em cima dele. Sua respiração desordenada. O cabelo prateado colou em seu corpo, assim como as roupas. O pomo de adão subiu e desceu, quando salivava. Ele apertou os punhos e agarrou o açoite do cavalo com mais força e chicoteou o animal. Ele sabia que não poderia tocar na mercadoria, porém aquilo era encantador e já fazia algum tempo em que estava frustrado. Se entregassem uma criança a menos, não faria falta, certo?

Vendo a expressão do companheiro, Croug simplesmente deu-lhe um soco para desmaiá-lo. Não deixaria esse pervertido estragar o grande negócio. 

Assim, adentraram as muralhas da cidade nobre e atravessaram até a residência dos escravos. Nesse tempo, Lucca retornou a normalidade após acalmar os sentimentos. Foi assustador. 

O casarão dos escravos, não era tão bom quanto o restante das construções. Escravos não precisavam de conforto, escravos precisavam de trabalhar. A residência era feita de madeira e em alguns andares as tábuas de madeira despencavam e buracos estavam substituindo janelas. Olhando para uma distância não muito longa, o palácio imperial residia soberbo em detalhes dourados e corpos de traidores espetados na muralha.  

A vida não seria fácil daqui em diante se não conseguisse escapar. Ele precisava ser forte. 

Do lado de fora do casarão, um homem vestido com roupa de mordomo os aguardava com uma expressão sombria. Ele era alto e tinha por volta de trinta anos e sua boa aparência, seria notável entre os plebeu, no entanto, seu ar arrogante o deixava com uma aura nobre. Portanto, seria difícil se encaixar aos plebeus. E, apesar da pouca idade, ele era o mordomo chefe do castelo e obedecia diretamente ao rei. Seu nome era Gerard Haynes.

Ao ver a gaiola com os próximos animais a serem abatidos, sua expressão suavizou.  Alex fora quem abriu as grades e puxou uma garotinha magricela de dentro o que permitiu aos outros descerem. Lucca quase se arrastou por causa das correntes. Ele desejava continuar na gaiola.

— Senhores, por gentileza. – ele se afastou abrindo passagem para o trio e suas mercadorias.

Dessa vez, o material seria de qualidade, pensou Gerard. Todas eram boas e belas crianças, o ministro aprovaria todas elas se tivessem sorte. Mas, assim que uma cabeça prateada passou por Gerard, ele estremeceu e encarou o pequeno. Ele observou sua estatura, suas características e sei comportamento. Ele tinha os lábios secos e rachados. Sua fome, nesse curto período ficava fora de controle.

— Por que trouxe esse tipo de demônio? – As palavras rudes soaram doces aos ouvidos da maioria.

— Senhor Mordomo, ele é um garoto muito bonito. Talvez alguém o queira para esquentar a cama durante a noite. – Truck respondeu sem hesitar, mas ainda com medo. O homem em sua frente era um mago de quatro círculos e mordomo real. – Ele terá um bom uso.

— Caso não queira, o levaremos de volta. – Alex explicou. Se isso acontecesse, levaria pessoalmente o garoto para casa. – Podemos levá-lo a casa de prazeres se o senhor permitir.

Gerard olhou novamente para a criança que se contorcia de dor.

— Ele é louco? – o mordomo estava curioso.

— Não senhor. – Truck respondeu. – Talvez sejam feridas, encontramos essa criança coberta de sangue próximo a um abismo.

— Oh!

Gerard se aproximou de Lucca e pegou seu queixo forçando-o a olhar para ele. Nos olhos acinzentados, o mordomo viu ódio e tristeza, mas também ganância. Ele sorriu e pensou que o Ministro adoraria um garotinho como este e além disso, um prodígio com mana. Um mago de quatro círculos em tenra idade, não houve relatos tão promissores quanto essa criança agora. Controlar essa criança renderia bons frutos para o reino.

— Não se preocupem. O Ministro os recompensará.

Gerard largou Lucca com violência, fazendo o garoto cair sentado e verificou as crianças uma a uma, repetindo o processo. Depois de avaliá-las, o mordomo tirou uma bolsa pequena de pano e jogou para os traficantes. Na sacola, havia mais do que o combinado, estava triplicado o valor! O brilho em seus olhos era nítido. Essas crianças valeram o tempo deles. Teriam mais, se aquelas outras vadiazinhas não tivessem mortas. Realmente era uma pena, mas saíram felizes dali.

O Mordomo Real esperou que os três homens saíssem da propriedade para voltar a dizer algumas palavras.

— Agora, vocês são propriedade do rei. São escravos, são cachorros leais. E cachorros não mordem seu dono, espero que se lembrem disso. Principalmente você garoto. – Ele apontou a Lucca, que sem o mínimo escrúpulo, deu-lhe um sorriso bastante soberbo e irônico.

O mundo não era cruel. Pelo contrário, todas paisagens que passou, a natureza, construções que agraciou, existia beleza e gentileza em cada uma delas. Mas as pessoas, mesmo possuindo beleza eram elas que transmitiam  crueldade. Animais são cruéis por sua natureza, eles precisam usar cada dia como seu último porque seu predador pode surgir a qualquer momento. Mas, e os humanos? Eles estavam no topo, acomodados esperando que os mais fracos se tornem sua presa.

Cachorro leal? A merda que ele seria leal! Ele poderia passar mil anos com essas pessoas, mas nunca iria ser leal a elas. Sua lealdade era consigo mesmo e com as pessoas que ama.

Porra! Os dias que passou com aqueles traficantes começou a afetá-lo. Agora, inconsciente, começou a falar palavras com péssima sonoridade!

O casarão era igual ou ainda pior que o exterior. Os móveis estavam mofados, a madeira podre no chão rangia a cada passo, inúmeros olhares curiosos e hostis. Dava para escutar ratos passando por debaixo da madeira. Em cada canto, um olhar de dor surgia entre as frestas das tábuas de madeira, acuados e sem esperança.

— A partir de hoje, enquanto não estiverem no palácio, devem estar aqui. Se forem encontrados em qualquer outro lugar, farão companhia aos corpos no muro. – o mordomo avisou sutilmente e com uma expressão de nojo ele mostrava o caminho para os recém chegados. As tábuas das escadas faziam barulhos estranhos durante a passagem deles. Não parecia que alguém morava ali, ainda mais a quantidade de pessoas que viviam no lugar. O mordomo parou em frente um quarto no terceiro andar. – Vocês ficarão aqui. Daremos a vocês dois pares de roupa e uma refeição por dia. Se quiserem mais, façam por merecer.

Mordomo Gerard virou-se para sair, mas parou e bateu no próximo quarto que tinha no andar. Não houve resposta por algum tempo, ele esperou pacientemente. Um barulho surgiu de dentro, como se alguma peça de louça tivesse caído. Em seguida, um monte de trancas arranhou os ouvidos de todos. Uma cabeça loura surgiu de dentro do cômodo.

— Porra, não posso dormir em paz, não? – O homem com voz rouca, praguejou enquanto ajeitava a roupa em seu corpo.

— Apresente as regras para os novos escravos. Eles não devem ser tocados, principalmente esse pirralho demoníaco. – Gerard falou arrogante e saiu dizendo: – Tome cuidado com ele. Amanhã retornarei.

Lucca encarou o homem. Ele nunca tinha visto alguém com os cabelos dourados. Seu pai disse uma vez que eles eram únicos no mundo, eles tinham sangue real. Porém, ficou confuso ao ver alguém como ele com os escravos. Ele era bonito, mas tinha uma cicatriz que vinha da testa, passando pelo olho e terminando no meio da bochecha.

Ele finalmente passou pela porta e a fechou. O rapaz estava suado e suas bochechas levemente ruborizadas e sua camisa estava aberta até a metade, revelando uma parte de seu torso. As meninas ao seu lado, abaixaram a cabeça envergonhadas.

— Vocês têm má sorte. Esse lugar... é pior que a morte. – o rapaz louro pareceu irritado. – Meu nome é Renan. E pode-se dizer que sou o líder daqui. Qualquer coisa que precisarem falem comigo, não vão até o Gerard.

Renan estava realmente irritado. Dessa vez eles trouxeram crianças. Da próxima vez seria o quê? Bebês? Criariam bebês depois para que pudessem se tornar escravos sexuais? Malditos! Ele queria sair dali agora mesmo e cortar a garganta de cada um desses bastardos que se consideram realeza!

Ele tinha um olhar sombrio que assustou a todos, exceto pelo "pirralho demoníaco". Ele o encarava com um olhar quase sem vida.

— Temos algumas regras aqui. Primeiro, sobrevivam. Morrer não fará ver seus entes queridos de novo. Segundo, não tentem escapar. Eu já tentei e falo por experiência própria. Essa cicatriz recebi enquanto tentava escapar. E terceiro, não saiam depois do anoitecer. Não me culpem de morrerem. Se quiserem mais de uma refeição por dia, tem que subir na hierarquia do palácio, mas até hoje não vi nenhum escravo conseguir.

Um escravo poderia receber sua alforria, mas não era tão simples como seu nome. Ou o escravo tinha que ser muito talentoso em magia ou combate, ou ter algum tipo de atributo que poderia transformá-lo em algum tipo de amante de algum oficial ou personagem da corte. Sair dali também poderia ser feito através da ida até o bordel comum, o que não era muito diferente.

Renan ficou apreensivo. Mordomo Gerard disse que nenhuma delas pode ser tocada, provavelmente estariam aqui de passagem e iriam logo para a casa do ministro e serem treinadas. Ele sentiu vontade de vomitar.

— Senhor, iremos para o bordel da cidade? – Lucca perguntou diretamente.

Criança tola. Ele pensou.

— Se vocês fossem para o bordel da cidade, nem aqui teriam vindo. Sinto muito, mas irão para um lugar pior. – Renan respondeu com um sorriso amargo, ele notou dois grilhões amaldiçoados no pulso do garoto.

As meninas tremeram. Não se atreveriam a chorar.

— Certo... – Lucca suspirou indiferente.

Pelo menos, ele ficaria perto dos bastardos. Conspirar contra eles seria mais fácil assim.

— Não tente isso. Não irá conseguir.

Lucca virou surpreso. Esse rapaz pareceu ter lido seus pensamentos. Logo, ele mudou sua atitude e sorriu cansado.

— Preciso apenas encontrar alguém para tirar esses grilhões. O resto... bem... depois posso pensar nas possibilidades. – Lucca sacudiu o punho e se direcionou para seu novo quarto. O restante das crianças foi atrás dele receosas do que aguardava de seu futuro.

Assim que ele entrou, Renan suprimiu um curto sorriso.  Esse pirralho demoníaco era realmente interessante. Mas, antes que Lucca ele pudesse entrar, o louro o chamou:

— Pirralho, qual o seu nome?

Ele parou na entrada, enquanto os outros passavam por ele caindo no choro assim que entravam no cômodo. Lucca se virou para ele e respondeu com um semblante calmo:

— Lucca. Lucca Sacret.

Renan finalmente entendeu o porquê de Gerard estar tão interessado nele. Ele não era apenas um garoto prateado, era também o filho do antigo pontífice.

Uma ideia maliciosa passou por sua mente, mas ele retornou ao quarto antes que sua companhia lhe chamasse novamente. Uma jovem escrava morena, estava amordaçada e amarrada na cama chorando. Seu humor melhorou novamente...


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