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95.83% DC: The Prince Of The Underworld (PT-BR) / Chapter 23: Bewitched (1/2).

Bewitched (1/2). - DC: The Prince Of The Underworld (PT-BR) - Chapter 23 by LordVoid full book limited free

Chapter 23: Bewitched (1/2).

Já se passou um mês desde a invasão a A.R.G.U.S, não houve nem um progresso na investigação para descobrir quem foi o responsável pelo ataque, a única novidade do caso foi uma má noticia, a agente Zahra Abed, um membro dos Oddfellows, responsável por guardar e gerenciar A Sala negra, foi encontrada morta poucos dias depois, seu corpo tenha sinais de tortura, Diana e Steve ainda estão de luto por ela, Zahra era o membro mais novo dos Oddfellows, e todos eles agora estão esperando seu inimigo aparecer mais uma vez, para os fazer pagar.

Steve também teve problemas políticos por conta do ataque, ele não foi demitido por conta do trabalho feito até agora, mas ele recebeu uma punição, ele foi removido do comando da A.R.G.U.S e rebaixado para vice-líder, o novo líder da A.R.G.U.S, ainda não mostrou seu rosto, ele ou ela apenas envia ordens remotamente para todos, pelo que Diana me falou, a muito atrito agora por conta do novo líder, por sorte Steve ainda tem a total lealdade dos homens da A.R.G.U.S, e isso está deixando as coisas em xeque.

Minha ideia de que o novo líder pode estar envolvido com o ataque também não deu em nada, Robin passou dias inteiros na sala de comando da Torre procurando evidencias, mas ele nem mesmo conseguiu descobrir a identidade do novo líder. As balas analisadas por ele também não deu frutos, tudo que foi descoberto foi que elas vieram do Japão, isso não ajudou muito.

Então sem pistas, não havia nada a se fazer a não ser continuar vivendo a vida.

Assim os dias se passaram, e eu cumpri minha promessa de focar toda minha atenção e tempo nos meus novos feitiços, e finalmente, o progresso aconteceu. Eu só não avancei mais ainda por que ser um herói come muito do seu tempo, não houve eventos tão grandes quando o ataque nesses dias, mas ainda tivemos de lidar com alguns acidentes e salvamentos na cidade. Isso foi bom para nós, agora nosso trabalho em equipe está muito melhor, e os Titãs estão cada vez mais famosos, ao ponto deles reconhecerem que somos um time oficial, só perdendo para a Liga.

Também dei uma olhada no que Lois Lane me falou, eu realmente tenho um fanclube. Fiquei muito envergonhado com isso, e a vergonha só aumentou quando Wally encontrou uma fanfic de romance entre mim e Roy, infelizmente, historias assim são muito populares, menos as do Batman, ninguém tem coragem o bastante para escrever coisas vergonhosas assim dele.

Então eu fui o primeiro, mas isso é outra história.

Depois que a história foi revelada, foi a primeira vez que eu e Roy trabalhamos juntos sozinhos para realizar algo, e esse algo, foi a perseguição e tortura de Wally, foi uma missão difícil, Wally é um velocista, mas no final, com uma simples armadilha aonde gastamos todo nosso dinheiro para comprar uma quantidade ridícula de comida, o capturamos, e o resto é apenas entre nós três, mas eu garanto, ele nunca mais vai fazer algo assim.

O problema, é que o dano já foi feito, e Koriand'r, que deveria ser minha melhor amiga, adquiriu um grande gosto por obras assim, e Ravena também, pelo menos ela fazia um trabalho melhor em esconder esse fato dos outros, mas os olhares que ela me da não passaram despercebidos dos meus sentidos.

Então foi isso que aconteceu nesse mês, e agora, estou na minha terceira viagem para fora do país, infelizmente, como todas as outras, não é por passeio, e sim para trabalho.

Seis horas atrás, uma pequena cidade na Indonésia foi atingida por um enorme tsunami, a destruição foi imensa, então, depois da Liga chegar no local, e por não ter mão de obra suficiente, eles nós chamaram para ajudar, duas horas depois chegamos na ilha, e a visão não foi nada bonita.

Foi diferente de ver uma zona de guerra, a cidade inteira estava revirada, com entulhos, carros, barcos e arvores todos espalhados em pedaços, casas foram derrubadas e todo o local estava alagado, já que não havia por onde a água correr. Em meio de tanta destruição, pode-se dizer que foi um milagre que ainda a pessoas vivas, mas eles não vão ficar assim muito tempo, a maioria deles está soterrada, e não vão durar muito.

"Bem aqui." Digo para Raven do meu lado.

Ela levanta sua mão, e seus olhos começam a brilhar, então um enorme pedaço de uma parede feita de concreto é envolvida pela energia negra dela e começa a flutuar, me movo rápido, e removo vários pedaços menores de entulhos até que seja revelado um pequeno comodo, aonde um homem estava agarrado a sua pequena filha, os dois estavam todos sujos de poeira, e com água no pescoço.

O homem vendo a luz do dia olha para mim como se eu fosse, eu não sei, a sua única esperança tomando forma.

"Está tudo bem, me dê a criança primeiro." Digo para eles, e o homem faz exatamente isso.

A criança estava dormindo, então não houve barulho, após tirar a criança, eu olho para trás e grito.

"Aqui!"

Logo um homem vestido de branco toma a criança dos meus braços, ele é um dos que trabalham auxiliando o resgate. Depois eu ajudo o homem a sair do buraco também e ele segue sua criança até as tendas medicas, mas antes ele me agradece com lagrimas nós olhos.

"Eu não sabia que você podia falar a língua deles." Falou Raven, abaixando gentilmente o entulho que ela estava levitando.

"Eu não falo, é um feitiço simples, posso te ensinar mais tarde." Respondo andando para o próximo local.

Aqueles com super sentidos são um grande trunfo na procura de pessoas presas, infelizmente não são muitos heróis que tem essa habilidade, então tenho que me mover rápido.

Superman e o Caçador Marciano já limparam as zonas que eles foram confiadas, agora estão indo para a próxima, eu ainda estou no incio da minha. Se Diana estivesse aqui, poderíamos trabalhar mais rápido, mas ela foi chamada por algum motivo por sua mãe e está incomunicável.

"Rumm!"

Do outro lado do que deve ter sido uma rua antes, escuto uma estrutura ruindo, olho para lá e vejo que uma construção de dois andares vai ruir, olho abaixo dele, e não vejo nem uma pessoa, mas então, vejo algum movimento na janela da frente do segundo andar.

"Trumm!"

Então um grande parte do segundo andar simplesmente se soltou e caio de lado.

Não tenho tempo de falar para Raven, está muito longe, então eu dou uma arrancada com toda minha velocidade e apareço bem abaixo do local aonde o andar vai cair, abaixo meus joelhos, e uma grande quantidade de fumaça negra explode dos meus pés envolvendo metade do meu corpo me impulsionando para o alto, e de frente para a construção caindo na minha direção, levanto meus dois braços acima da minha cabeça e a seguro.

Eu não me movo de lugar, eu finalmente estou voando.

Depois de muito, muito tempo, finalmente consegui criar meu próprio feitiço de voo, não foi fácil, mais valeu a pena. O feitiço me permiti controlar as hipotéticas partículas de graviton, me permitindo ignorar a gravidade e voar da forma que eu quiser, Superman faz a mesma coisa, mas eu ainda sou muito inferior na velocidade comparado a ele, mas eu já posso quebrar a velocidade do som.

Estou muito feliz com esse feito meu, eu até mesmo recebi palmas de aprovação da Zatanna quando ela viu eu demostrar para ela, mas tem uma coisa que virou piada, quando uso esse feitiço, que não preciso dizer as palavras, eu libero uma fumaça negra que cobre meu corpo e deixa um rastro negro no ar por onde eu passo, por esse motivo, Wally me apelidou de novo Valdemort, por que nós filmes ele usa esse feitiço, na verdade, eu gostei tanto que nem liguei.

"Raven!" Grito por minha amiga.

O peso não está me incomodando, mas a estrutura está começando à se despedaçar e eu podia escutar um coração bater acima de mim.

"Eu pego!" Diz alguém abaixo de mim.

Então vejo do meu lado água se erguendo e tocando a construção partida, então a água congela se transformando em colunas o segurando o local.

Movo-me rápido e dou meia volta voando pelas colunas de gelo e entro na construção partida, dentro eu vejo uma mulher inconsciente, mas com pulso, eu a pego e saio do local.

"Obrigado pela ajuda Aqualad." Agradeço meu amigo pousando próximo dele.

"Desculpe, eu não consegui chegar antes." Se desculpa Raven, pousando próximo a nós também.

"Trabalho em equipe Raven." Digo para ela sorrindo.

"Você já acabou seu trabalho?" Pergunto para Aqualad.

Ele deveria estar junto do seu Rei, eles de alguma forma que eu não sei, iriam evitar outro tsunami. Find authorized novels in Webnovel, faster updates, better experience, Please click <a href="https://www.webnovel.com/book/dc-the-prince-of-the-underworld-(pt-br)_19120942005339205/bewitched-(1-2)._55525622633516073">www.webnovel.com/book/dc-the-prince-of-the-underworld-(pt-br)_19120942005339205/bewitched-(1-2)._55525622633516073</a> for visiting.

"O Rei está nesse momento fazendo as últimas mudanças, minha ajuda não é mais necessária." Respondeu Aqualad, guardando seus dois aparelhos prateados que ele usa para controlar a água.

"Bom saber." Digo.

"Me permita a levar para os curandeiros, meu amigo, você é mais necessário aqui." Diz Aqualad se aproximando, e eu coloco a mulher inconsciente nos braços dele.

{Robin para Kírix, situação.} Fala a voz de Robin no meu comunicador.

Toco nele abrindo o canal e falo.

"Estamos na metade da busca aqui, por conta da situação frágil das construções, as coisas estão indo bem devagar." Respondo.

{Vocês já estão indo mais rápido que todos os outros, e a situação requer cuidado, mas precisamos de você no centro da cidade, temos uma situação com vários feridos.} Falou Robin com urgência em sua voz.

"Eu estou indo."

"Você vai continuar as buscas?" Pergunto para Raven.

"Sim, vou usar minha projeção astral para entrar nos entulhos procurando sobreviventes, vai ser mais lento, mas é melhor que não fazer nada." Diz Raven, já se sentando no chão que não deve ser nada confortável por conta de todos os entulhos.

Então, eu me abaixo um pouco e disparo o céu como um foguete negro, nunca vou me cansar dessa sensação. Subo alguns metros e paro olhando a vista destruída abaixo, giro meu corpo para o sul, aonde fica o centro da cidade e voou em alta velocidade nessa direção, olho para trás e vejo um rastro de fumaça negra marcando o céu limpo sem nuvens.

Podem dizer oque quiser, eu acho isso legal, mesmo que não seja nada discreto.

Chego no centro da cidade em poucos segundos, como ela estava mais afastada da praia, os danos não foram tão terríveis quando a partes próximas ao oceano, a ainda a algumas construções em pé.

Após procurar alguns segundos com meus olhos, finalmente encontro Robin, ele está com Batman e o Lanterna Verde, olhando para um edifício que entrou em colapso.

"Qual é o problema?" Pergunto pousando lado do Robin.

"Ali." Apontou Robin para minha frente.

Foco meus sentidos naquela direção, e escudo vários batimentos cardíacos abaixo do nível do solo.

"Um estacionamento?" Pergunto.

"Sim, os civis acreditaram que seria mais seguro se esconde la." Respondeu o Lanterna.

"Já que o Lanterna está aqui, e vocês ainda chamaram minha ajuda, quer dizer que as coisas são mais complicados do que parece." Presumo.

"Correto, a estrutura está muito frágil para as construções de energia do Lanterna Verde perfurarem ou removerem, mas seu teleporte por mudar as coisas." Me contou seu plano Batman.

"Você quer que eu exploda de dentro para fora!" Pergunto surpreso entendendo o plano.

"Correto."

"Isso é loucura." Nego, mesmo sabendo com quem estou falando.

Em vez de me responder, Robin levanta seu pulso e um holograma aparece mostrando vários cálculos e imagem do subterrâneo.

"Usando mini câmeras conseguimos calcular o quanto de energia seria necessária e a posição ideal, tudo que você tem que fazer, e seguir o plano." Explicou o Menino Prodígio.

"Tudo bem, mas como em nome dos deuses, eu vou saber a porcentagem de energia dos meus socos." Pergunto confuso.

Dessa vez foi Batman que olhou para mim e respondeu.

"Não queremos que você soque, e sim use uma explosão de energia da mesma forma que você usou na sua luta contra os infectados na A.R.G.U.S."

"Como em nome de Hades você sabe disso?" Pergunto ainda mais chocado.

Não é fácil invadir a segurança da A.R.G.U.S, mas esse cara conseguiu as filmagens.

"Isso não é importante agora, se concentre." Foi a resposta dele.

"Fuuu." Suspiro e foco minha total atenção para o holograma.

"Quanto de força vai ser necessário comparado ao que eu fiz na A.R.G.U.S?" Pergunto.

"Quatro vezes mais." Respondeu Robin.

"Isso é viável?" Pergunta Batman.

"Sim, vamos fazer isso logo." Respondo.

"Eu vou me preparar também." Falou Lanterna, voando para o alto coberto por sua energia verde.

Robin então me mostra de novo a projeção da situação abaixo e aonde eu devo me teleportar e acertar, após gravar tudo, me teleporto para o local.

Teve que me abaixar um pouco para não bater no teto, estou agora entre a saída, coberta por uma gigante pedaço de concreto, e as pessoas presas atrás de mim, com a passagem também coberta de mais entulho.

Tiro meu escudo das minhas costas e o aponto para frente do meu corpo, me aproximo das pedras na minha frente e me concentro.

Diana consegue liberar as explosões de energia divina dela batendo seus dois braceletes que absorvem essa energia, ao contrário dela, eu aprendi como manipular energia magica ou mana, então fica mais fácil para eu fazer oque ela faz, após usar esse movimento uma vez, treinei um pouco com Koriand'r e consegui liberar o mesmo efeito sem precisar bater duas peças de metal divino.

Então, eu bato com meu escudo na pedra.

"BLOOOOOMM!"

A energia negra é projetada para frente, e eu tenho que fazer muita força para não ser mandado para trás, enquanto na minha frente, tudo explodiu para o lado de fora jogando o enorme pedaço de concreto para o ar, aonde o Lanterna Verde o pegou criando uma mão de beisebol gigante verde.

Com isso acabado, a busca e salvamento continuaram, por dois dias.

Acho que nunca salvei tantas pessoas como salvei agora, e depois disso, ainda ficamos mais um dia para dar algum suporte para as pessoas até que as ONGs e governos finalmente se organizaram e chegaram com ajuda, então finalmente, voltamos para casa.

Foi a primeira vez que participei de algo assim, diferente da vez que eu estava na zona de guerra, me senti muito mais útil salvando aqueles que podiam ser salvos, eu até mesmo usei meu feitiço de "cura" para salvar aqueles em estado critico, eles com certeza nunca vão me agradecer por isso.

Mas essa com certeza é parte da vida de um super-herói que é pouco mostrado nós Hqs, que focam mais na ação e drama.

Chegando em casa, todos os mortais, menos Koriand'r e Kaldur'ahm, estavam completamente destruídos, eles nem mesmo tomaram banho, apenas caíram no chão da sala e desmaiaram, trabalhar dias seguidos faz isso, já é assustador o bastante eles terem conseguido isso, então um descanso é merecido, quanto Kaldur'ahm, Koriand'r e eu, subimos e fomos ao banheiro tomar banho, depois fui imediatamente para meu quarto, que no momento estava uma bagunça.

Meus preparativos para a minha primeira viagem ao submundo estão quase completos, foi relativamente fácil encontrar um feitiço para abrir uma porta até ele na biblioteca da Zatanna, feiticeiros e magos adoram viajar por outros reinos, é a forma mais fácil de conseguir ingredientes ou se fortalecer, então o feitiço para viajar até o submundo não é muito raro, na verdade, eu encontrei três deles, todos usando formas diferentes.

Eu queria testar o mais simples deles antes de cair de cabeça, o mais simples no caso, permitia uma projeção astral ir até o submundo, nessa forma eu não poderia interagir com nada, mas poderia ver e ouvir. Quando eu estava prestes a fazer isso acontecer, fui impedido pela Ravena, ela levantou um ponto importante, o submundo é o local aonde as almas vão para serem julgadas, punidas ou salvas, então mesmo na minha forma astral, a uma grande chance de eu ser influenciado por isso.

Então na minha mente, o feitiço mais simples, se tornou na verdade o mais perigoso.

Como sempre, tive que fazer tudo da maneira mais difícil, juntando todos os feitiços com o efeito que eu quero e adaptando para mim mesmo. Finalmente, eu consegui.

Os problemas era os materiais para fazer isso possível, ainda bem que eu consegui criar o feitiço de voo, foi ele que possibilitou que eu os junta-se sem precisar de ajuda. Tenho já quase todos, menos um deles, que espero conseguir amanhã.

O tempo é curto, a um limite de tempo para ter a chance de o conseguir, se eu não fazer isso amanhã, vou ter que esperar mais três meses.

Não ligando para a bagunça que estava meu quarto, me deito na minha cama, que também está uma bagunça, e relaxo, até daqui a algumas horas.

Então sou acordado por uma pequena confusão do lado de fora do meu quarto.

Nada feliz, me levanto abro a porta bruscamente assustando Ravena e Koriand'r, que estavam conversando no fim do corredor.

"Que barulho infernal é esse?" Pergunto para elas.

Koriand'r, que estava com os braços cruzados olhou para mim e respondeu.

"É a Ravena que está agindo estranho, não estou entendendo porque de toda essa confusão."

Olho para Ravena, e ela vem até mim e me entrega um pequeno cartão, um cartão verdadeiramente vagabundo, sem nome da empresa, só um endereço e telefone, até mesmo o papel empreso é vagabundo.

"Oque é isso?" Pergunto para ela.

"Koriand'r tem o costume de voar pela cidade antes de dormir, hoje ela parou um acidente de acontecer, então um cara entregou isso para ela, diz ele ser uma agente de modelos." Explicou Ravena.

"Ele ofereceu um emprego para ela?" Perguntei.

"Isso, não é incrível Dio?" Perguntou Koriand'r animada com a ideia.

Não é uma surpresa, essa mulher está em outro nível de beleza, e ser de outro mundo e única nesse, com certeza ela vai fazer sucesso, e pelo que me lembro, ela trabalhou como modelo nas HQs.

Infelizmente, as próximas palavras dela me fizeram entender o porquê da briga.

"E tudo que eu tenho que fazer é tirar varias fotos sem roupa e me divertir com outros homens, não é incrível?" Perguntou Koriand'r sorrindo para mim.

"Viu?" Disse Ravena olhando para minha cara de choque.

A cultura de Tamaram é mais aberta que a da Terra, então a ideia de tirar a roupa não é um problema para Koriand'r, ela até mesmo contou que isso é muito comum nos esportes do seu planeta, por isso ela não percebeu a malícia da proposta do idiota que a fez.

A um limite entre a coragem e a estupidez, esse idiota explodiu esse limite fazendo isso, oque ele achou que iria acontecer quando Koriand'r descobrisse os planos dele?

"Koriand'r, você não intendeu, na verdade, esse homem tem pensamentos maldosos para você, venha aqui, deixe que eu explique com calma." Falo calmamente com ela.

Não adianta gritar com uma Tamaraniana, ela só vai gritar mais alto que você, calma é o melhor caminho. Então, finalmente, após explicar bem, Koriand'r concorda em não ir atrás desse trabalho.

"Eu não acredito que ele quis me contratar como uma concubina, não tenho preconceito contra esse ramo de trabalho, mas eu ainda sou uma princesa, sabe." Falou ela de cabeça baixa.

"Não se preocupe Koriand'r, com certeza vão aparecer outros empregos, eu mesmo vou te ajudar a procurar, oque acha?" Pergunto, tentando animar minha amiga.

"Tudo bem!" Gritou ela voltando ao seu eu feliz e voando para o andar de baixo, provavelmente para comer algo.

"huff." Suspiro.

Agora tenho que encontrar um emprego para Koriand'r.

"É como ser amiga de um metamorfo que fica mudando de forma para uma criança toda vez que e contestada." Falou Ravena, também suspirando.

"Amiga, eu não sabia que vocês eram amigas." Digo brincando, ela nunca pareceu aceitar a amizade de Koriand'r antes.

Ravena não me responde, em vez disso, ela atravessa o chão indo para o andar de baixo fugindo de sua vergonha.

"Que fofo."

Então eu levanto o cartão que está na minha mão e olho o endereço.

"Eu tenho algumas horas antes de sair, não faz mal fazer um desvio antes." Digo em voz alta com um tom cheio de raiva.

********************************************************************************

Então um pouco depois eu fiz uma rápida visita amigável ao recrutador de talentos que abordou Koriand'r.

Achei que ele era apenas um idiota, mas eu me deparei com uma rede de tráfico e chantagem de mulheres, explodi tudo e libertei aquelas presas, a polícia agiu logo em seguida.

Eu também consegui todas as informações sobre a rede lendo as memórias de quatro fantasmas que estavam no local, elas morreram de maneiras realmente tristes, suicídio e overdose. A rede está espalhada por algumas cidades, mas sua sede fica em Gotham, então, eu enviei todas essas informações para o Robin, que enviou para o Batmam.

Isso vai ser castigo o bastante para eles, isso eu garanto, esse cara nunca é gentil com esse tipo de pessoa, prevejo vários hospitais recebendo uma quantidade anormal de pessoas aleijadas.

Então deu oito horas da noite, e eu estava agora de frente para meu espelho olhando para meu terno preto com uma camisa social branca por baixo e uma gravata borboleta também preta.

Um tipo de roupa que eu nunca usei antes, mas com certeza caia bem em mim, assim como o meu novo penteado. Eu deixei o meu cabelo branco como a neve crescer um pouco, normalmente eu deixo ele solto, mas agora eu o penteei para trás.

Com o passar do tempo, minha face está ficando cada vez mais madura, minha pele ainda é pálida, intocada, e meus olhos negros como dois buracos negros. Tudo em mim, combinou perfeitamente com o terno.

Normalmente, eu evitaria me vestir assim, mas o local aonde eu vou agora tem um certo nível, e eu não vou passar vergonha entrando nele usando apenas uma camisa branca e jeans, por isso pedi um terno para Dick.

Estou devendo cada vez mais favores a ele, tenho que me lembrar disso.

Estando pronto, saio do meu quarto e vou até o elevador, o local está queto a essa hora, mas todos os residentes da Torre ainda não estão dormindo, a noite é praticamente nosso horário de trabalho.

Saindo no elevador no teto, vejo Ravena sentada no centro dele flutuando um metro acima do chão com as pelas cruzadas, a várias velas acessas também flutuando ao redor do seu corpo.

A meditação é uma das formas que Ravena usa para não ser influenciada pelo seu pai, essa ação não é muito respeitada pelos meus amigos, já que eles não sabem do real motivo da prática da Ravena.

Para não a desconcentrar, ando sem fazer barulho ate a beirada do teto.

"Você vai sair?" Pergunta ela de olhos fechados quando passo próximo a ela.

"Sim, tenho que conseguir o último item." Respondo.

Ela me ajudou bastante na minha pesquisa, então ela sabe do último material.

"Tome cuida…" Ela parou na metade da frase.

Ela estava de olhos fechados até agora, mas os abriu e me viu, e parece que eu realmente estou bem nesse terno, para tirar as palavras dela assim.

"Oque, ficou sem palavras?" Brinco sorrindo.

"Não sei oque você está falando, vá logo!" Gritou ela fechando os olhos, mas seu rosto estava se torcendo de vergonha.

Tão fofa.

"Eu já avisei Robin sobre isso, mas eu estou com meu comunicador caso algo de errado." Digo enquanto ando até a beirada.

A visão da cidade no horizonte ainda acordada com suas fortes luzes nunca vão deixar de me surpreender com sua beleza.

A noite também estava sem nuvens, noite perfeita para voar.

Antes de partir, eu tiro meu celular do bolso e abro o GPS, é constrangedor, mas mesmo eu podendo voar agora, isso não quer dizer que eu conheço todo o mapa-mundi, não sou a Diana, que voa por aí por seculos, e dessa vez o destino é um pouco longo de onde estou.

Na minha velocidade máxima vão ser mais de quatro horas de voo para cruzar todo o país, mas isso só me animou mais, sou como um adolescente que acabou de ganhar seu primeiro carro e está se preparando para sua primeira viagem longa.

"Até mais!" Despeço-me então de Ravena, que ainda está se recusando abrir os olhos, e depois me deixo cair.

A sensação de cair é algo muito prazeroso quando você tem absoluta certeza que não vai se machucar quando chegar até o chão.

Eu curto essa sensação por alguns segundos, e quando estou na metade da altura da Torre, explodo para frente como um foguete para o alto ganhando velocidade, quando estou muito acima dos prédios, paro de subir e olho para cena a minha frente, a bela lua cheia e um céu coberto de estrelas.

Curto essa visão por alguns segundos, e volto a voar para frente aumentando a velocidade a cada segundo, até que.

"BLOMMM!"

Uma explosão acontece ao meu redor me impulsionando ainda mais para frente numa velocidade assustadora, acabei de quebrar a barreira do som, estou me movendo cerca de mil e duzentos quilômetros por hora agora.

Se eu estivesse um pouco mais baixo, eu estaria agora quebrando todos os vidros e criando panico nas cidades abaixo que estão passando num flash.

Então, depois de quatro horas e meia, finalmente chego no meu destino e diminuo minha velocidade para ver a cidade de São Francisco, na Califórnia.

São Francisco é uma cidade com colinas, situada na ponta de uma península, ela não é muito grande, mas tem sua beleza.

Ainda flutuando no alto, tiro meu telefone e abro o GPS para saber aonde ir.

Demorou cinco minutos para encontrar o estabelecimento que fica num beco escuro e sujo sem iluminação, era nada mais que uma porta vermelha na parede.

Arrumo minha roupa, cabelo e bato nela sem pensar duas vezes.

"Toc!" "Toc!" "Toc!" "Toc!"

Uma pequena parte na porta de cima na altura dos olhos se abre, e dois olhos vermelhos olham para mim.

"Oque quer?" Pergunta a pessoa do outro lado da porta, com uma voz arrastada e sem vontade.

"Nesse momento, entrar." Respondo.

Os olhos ficam me encarando por alguns segundos, talvez decidindo.

"Oque, eu não posso?" Pergunto, dessa vez colocando um pouco de minha energia nós meus olhos, os fazendo brilhar em negro.

Um pequeno truque inútil sem proposito a não ser intimidar, oque na verdade sempre é útil.

A pequena passagem se fecha, e escuto os ferrolhos sendo abertos e a porta se abre logo depois, e quando a porta é aberta, vejo um homem branco, mas não o branco saudável, e sim um branco doentio, com olhos vermelhos do lado da porta.

Um zumbi.

A muitas categorias de mortos-vivos, eles estão presentes em várias culturas espalhadas por todo o mundo, o que está na minha frente, olhando para suas características e sabendo quem é o dono do local, eu diria que ele foi feito usando alquimia.

"Seja bem-vindo." Diz ele se curvando para mim.

Eu coloco as mãos no meu bolso e entro pela porta da frente.

E o interior do lugar, é muito diferente do esperado, um local bem amplo, com espaço para várias mesas e cadeiras de madeira antiga.

Havia uma enorme bancada de madeira do lado também, e atrás dela, varias bebidas sendo mostradas na prateleira na parede, e acima da prateleira com as bebidas, havia um nome escrito com letras vermelhas.

{Bewitched.}

Era um bar, um belo bar, mas sua clientela não era nada comum.

Nem um deles era humano, eu vi lobisomens com seus corpos peludos de lobos sentados e vestidos com ternos tomando uma bebida, pequenas fadas estão voando por todo o local, homens com longos chifres e pele vermelha estão sentados mais afastados conversando alegremente com duas mulheres de pele azul sem cabelos, a também um ciclope jogando dardos contra um fauno do outro lado do salão.

Fazendo uma conta rápida, a mais de dez raças de seres misticos nesse local, todos bebendo e socializando.

Era minha primeira vez num local assim, eu estou animado.


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