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55.55% SACRET • A LENDA DO CAOS (PT-BR) / Chapter 5: [Capítulo 03]. A convicção do impossível (I)

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Chapter 5: [Capítulo 03]. A convicção do impossível (I)

Parte 01]. Dourado,

prateado e ensanguentado

[Capítulo 03]. A convicção do impossível(I)

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Lucca, o retorno.

O frescor do sangue ainda prendia nas suas memórias e o cheiro ferroso impregnava suas narinas como sanguessugas. Contudo, o mais perturbador eram os pesadelos recorrentes e ao acordar meio delirante e suado, outros podiam considerá-lo como louco.

Em seus pesadelos, depois que seu irmão caiu na profunda ravina, teve pensamentos invulgares e acompanhado daquela fome absurda, ele comeu seu irmão. A cada mordida que ele dava, o sabor delicioso de sua carne o fazia suspirar de prazer. Estava banhada em mana e estava mais delicioso por que há pouco tempo Liam havia ingerido uma pílula mágica de cura. Ainda assim, Lucca lembrou-se que gostou mais do sangue. Parecia vinho aos seus olhos ou ainda mais saboroso.

Não sonhava, porém, como havia subjugado seu irmão. Nem ele queria se lembrar de algo assim, o pesadelo por si só já era muito perturbador.

Dessa vez, quando acordou, não pareceu envolto em loucura. As pessoas ao redor ficaram mais aliviadas. Além de cuidar de suas feridas por todo último mês, se por ventura ele se descontrolasse, os culpados por isso seriam eles e isso, traria sua morte. Acima, havia o medo em seus olhos. Um garoto de dez anos encharcado em sangue e de cabelos prateados. Ah! Era um mau presságio? Por que aqueles traficantes o haviam pego? Todos achavam perigoso mantê-lo próximo. Ninguém ousava aproximar dele depois de retornar com sua sanidade.

Lucca estava preso numa gaiola gigante. Nos punhos dois grilhões selavam seu poder mágico e todos os outros mantinham a mesma característica e estavam interligados ao outro por correntes cheia de maldições. Ele estalou a língua insatisfeito. Não precisava olhar muito para entender que agora o status detido por ele era de escravo, quer dizer, por ser considerado pior que um demônio, escravo poderia ser considerado elogio. Ele era um objeto sem valor nas mãos dessas pessoas.

Lucca se aconchegou num canto e os outros afastavam-se ao ver que estava se aproximando. Preferiam estar desconfortáveis ao ficar do lado dele. Ele se assustou. Fora como seu pai dissera uma vez: "Se sair lá fora, entenderá que o mundo não foi feito para nós garotos. Somos piores que demônios, piores que qualquer coisa." Daquela vez nenhum deles levou a sério, necessitou presenciar a rejeição para entender. Ele ficou ainda mais chateado

No canto, ele chorou em sigilo enquanto se agarrava as suas pernas. Ele havia perdido tudo em sua vida. Quando achou que ainda teria seu irmão, ele caiu... Era impossível sobreviver a uma queda tão longa e além disso, lá embaixo a maior parte do ambiente compunha-se de pedras vulcânicas. Ele só queria ter se despedido de Levi. Se ele fosse mais velho, se ele fosse mais poderoso ao menos seu irmão e a pequena Lucy, por agora, sem saber se estava viva ou morta, poderia tê-los salvado.

Noites e dias se passavam, os traficantes nunca mostravam o rosto e quase não havia paradas. Sentiam fome, sentiam frio, sentiam calor. A paisagem mudava a cada vez que ele acordava. As lindas falésias do norte, as cadeias montanhosas e até um lugar árido. E devido à fome e a sede, nenhuma das crianças estava bem, ele mesmo havia perdido muito peso nesses dias. E piorava quando aqueles homens retiravam comidas saborosas ou passavam perto de uma taverna.

Certa vez, Lucca escutou por acaso o destino da viagem e o objetivo da captura das crianças. Eram doze crianças, sem somar as duas que morreram de fome no decorrer da viagem. O destino final era a Capital Imperial, Balasar. E todas essas crianças traficadas trabalhariam no palácio, sob ordens do rei.

Foi uma cena horrível quando os seus companheiros escravos morreram e Lucca não pode deixar de vomitar. Os cadáveres ficaram sete dias na gaiola antes de serem retirados. Eram duas meninas, pela sua aparência deveriam ser irmãs e provavelmente as mais antigas nessa gaiola, já que eram as mais magras. Devido sua má alimentação e os constantes abusos que sofriam daqueles traficantes sobreviveram ainda mais que o esperado. Assim, os traficantes pararam de alimentá-las e proibiram os outros de fazê-los. A morte miserável delas seria lembrado pelas outras crianças por um longo tempo.

Por algum motivo, Lucca não teve um bom pressentimento sobre isso. Crianças assustadas sendo levadas por traficantes ao palácio? Elas estavam sendo levadas a força? Seu pai dizia a verdade quanto os plebeus odiavam os nobres. Tomar crianças para trabalhar? Não havia adultos o suficiente?

— Preparem-se! Vamos descer na próxima cidade. – Um dos traficantes anunciou.

Durante a viagem Lucca fez algumas descobertas sobre essas pessoas. Agora, estavam em trio, porém eles fazem parte de uma organização extensa de tráfico de escravos. Não importava para eles, se eram demônios ou humanos desde que recebessem pelo serviço, fariam o necessário. Porém, eram apenas soldados de baixa patente e poder. Provavelmente se os canais de mana de seu corpo não estivessem selados, não seriam oponente.

No entanto, se houvesse oportunidade, escaparia das mãos desses homens. Com seu irmão morto, ele precisava ir atrás da verdade. Encontrar sua irmãzinha era seu objetivo. Ela era gentil e amável. Mesmo que aquele pequeno porão sendo seguro, tinha que ver por si mesmo. Como irmão mais velho deveria cuidar dela. Ele desabou em lágrimas mais uma vez. Mesmo tentando ser forte, não aguentava mais. A tortura da saudade o tornava sem vida.

Na carruagem, três homens conversavam. O mais alto entre eles também tinha mais músculos e parecia com os caçadores que seu pai falava, assim como o assassino dele. Ele tinha cabelos ruivos e barba de mesma cor, uma cicatriz em seu braço era muito visível. Este chamava-se Croug. O outro, de nariz grande e uma verruga enorme no dedo era o mais feio dos três e também o mais magro. Irritável e ranzinza, detestava as crianças e as maltratava batendo nelas e com "sorte", se as mercadorias fossem boas ele molestava qualquer criança desde que fossem bonitas. E seu nome era Truck. Martin, parecia o mais comum. Não tinha uma aparência extraordinária, mas também não era feio. Mantinha os cabelos negros compridos e pele pálida. Seu humor era calmo e ficava em silêncio quase todo o tempo ou dormia ao vigiar a gaiola e seu nome de Alex.

Lucca sentia que algo estava errado com esse homem. Não conseguia identificar. Ele era relaxado demais para um fora da lei.

— Finalmente, voltando ao inferno. – Croug espreguiçou-se sobre o assento, com um olhar desanimado para o muro de pedra tão alto quanto o céu, não muito longe dali.

Nos portões da cidade, havia gente até onde os olhos podiam enxergar. Nobres, plebeus e homens livres misturavam-se na multidão de carruagens e carroças dando uma bela visão colorida. Três filas longas separavam as pessoas por classes. Os nobres não iriam se misturar com o resto da população e homens livres deviam ser monitorados ao entrar na cidade.

Por um momento Lucca ficou encantado. Era a primeira vez que saía de casa e conseguiu ver tantas pessoas. A multidão, apesar de ser bagunçada era bonita. Seus orbes acinzentados brilharam ao ver a bagunça e a barulheira feita pelas pessoas, um sorriso ingênuo escapou de seus lábios. Truck captando seu sorriso de relance, ficou encantado com Lucca e lambeu os lábios saboreando a visão. Ele soltou uma risada.

— Parece que hoje teremos sobremesa. – Truck comentou casualmente com uma risada desafinada. – Já faz algum tempo que não provo a pureza.

— Não pode tocar nessas crianças, elas precisam estar virgens. – Croug, o brutamontes, o relembrou. – O pedido foi especificamente por crianças virgens. Se entre a luxúria em bordéis, essas crianças não podem ser tocadas, seu verme inútil.

— Há alguns anos, era você quem me ensinava sobre essa vida, meu senhor. – Truck retaliou. – Fico desapontado com meu mestre! Desde que aquela pirralha nasceu, meu senhor amoleceu o coração a crianças. Por que não a usa também?

Croug pegou o homem pelo tecido e desferiu-lhe um soco. A pancada foi forte o suficiente para arrancar alguns dentes do homem. Com a boca sangrenta um sorriso pretensioso apareceu no rosto dele. O homem musculoso continuou a soca-lo até que o magricelo desmaiasse. Croug gritava palavrões enquanto o socava.

As crianças estavam muito assustadas. Elas tremiam ao ver a cena violenta diante de seus olhos. Por outro lado, Lucca se colocou na frente delas com um olhar severo.

Alguns segundos depois, o magricelo acordou ainda sorridente.

— Esqueci que não podemos falar da preciosa filha bastarda do grande Croug. Perdoe-me! Perdoe-me! – Sequer havia arrependimento em sua voz.

— Se quiser ser morto, continua com essa ideia, seu bastardo!

— Croug tem razão. A mercadoria deve estar intacta. – O outro, que nunca conversava se intrometeu na conversa. – São preciosos botões sem florescer, o ministro não vai aprova-los florescidos.

Lucca quis mata-los no ato. Mesmo estando sem magia, a intenção assassina vazou sobre os grilhões e os alcançou.

Truck estalou a língua insatisfeito. Ele realmente queria aquele pequeno demônio. Sua beleza era extraordinária. O cabelo prateado e seus olhos acinzentados, apenas ressaltavam a beleza infantil das crianças e dava-lhe um ar angelical. Os lábios rosados e a pele macia... Truck sentiu um calafrio subir pelo corpo e se sacudiu por ele. A criança mais apetitosa ao qual ele já vira.

— Contenha-se! Elas valem três vezes mais do que a última mercadoria. – Alex alertou.

— Não posso me esquecer disso. Quando foi que recebemos tanto dinheiro? 60 mil ouros dá para vivermos o resto da vida como nobres! – o homem riu loucamente. – Dessa vez, o deixarei intacto.

Por acaso eles se pareciam com um objeto? Eles eram carnes para abate? Eles eram humanos, humanos. Agora, essas "coisas" na frente deles, provavelmente nem demônios aceitariam. E esse ministro? Ele não passava de merda com pernas. Lucca estava furioso. O olhar lascivo do homem a ele quase o fez vomitar e sua expressão ficou ainda mais sombria quando Lucca agarrou com força as correntes. As outras crianças tremeram de medo ao notar a fúria do pequeno demônio. Desde cedo elas aprenderam que se encontrassem com uma pessoa como Lucca, que deveriam fugir ou se esconder deles e nunca os provocar. Por que esses homens estavam provocando um demônio?

— Quando eu sair daqui, não vou poupá-los. – Lucca ameaçou friamente. O gelo em seus olhos nem se comparava as terras de neve mais ao norte do continente. Ainda com a carroça em movimento, Truck cambaleou com medo e caiu da carroça com as costas no chão.

Essa criança... ainda bem que está acorrentada. Ele suou frio e um arrepio passou pelo corpo, trazendo-lhe um receio assustador. Ele não devia provocar essa criança. Nos olhos claros dela, ele os viu escurecer a ponto de enegrecer por completo. Truck pensou ter visto raios e trovoadas dentro dos olhos dele. Era assustador demais. Nem quando ficou à beira da morte, era tão assustador.

Alex e Croug em cima da carroça riram da situação. Uma criança inocente conseguiu intimidar um adulto sem escrúpulos? Essa piada correria por toda a organização.

— Você vai se tornar a piada principal da filial! – Croug não conseguia se controlar e parou a carroça. Precisou buscar fôlego para continuar.

Alex voltou seu olhar para Lucca e um brilho ganancioso surgiu em sua face. Ele pareceu realmente ter visto raios e trovoadas chicotearem o céu obscuro, mas brilhante dos olhos da criança. E uma brisa gélida como o olhar do garoto passou por eles. Alex virou-se para frente. Ele era um verdadeiro demônio, mas era inegável sua beleza. Truck tinha razão, quem sabe mais tarde ele não o tomaria também? Apesar de se um garoto, essa criança era realmente muito boa e provavelmente faria sucesso num bordel. Alex precisava tomá-lo antes que afrouxasse sobre a luxúria das pessoas.

Geralmente, ele não se interessava por crianças, mas essa lhe chamou atenção. Esse garoto,, acima de tudo não era tão inocente. Esse era um olhar profundo de ódio e intenção de matar. O pecado já fazia parte de todo o seu ser, ele estava destinado a isso. Um sorriso maligno surgiu em seus lábios, enquanto eles se dirigiam até um portão lateral, uma entrada direta para os fundos do castelo, onde os serviçais e escravos viviam.

Lucca estava convicto. Ele não se importaria com detalhes. O seu futuro poderia ser obscuro, ele só seria agradável com sua irmãzinha.  Esse mundo era realmente cruel. Ele se vingaria de seus pais e de seu irmão. Ele não iria deixar ninguém mais a seus olhos sofrer o que ele passava. Qualquer pessoa que causasse o mal, ele iria subjulgá-lo sem pensar duas vezes.

Alex tinha razão, Lucca era destinado a ser um pecador, só ele não sabia disso ainda. E foi por isso, sem que nenhum deles percebesse a cada segundo que passava e a cada pensamento vil, aproximavam-se da morte.

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